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Como as crianças começam a desenvolver o raciocínio matemático? E como incentivar?

“Muitas vezes tendemos a pensar que certos conhecimentos complexos, como os matemáticos, são desenvolvidos pelas crianças apenas a partir de atividades escolares direcionadas. Entretanto, antes mesmo de entrar na escola, os pequenos já começam a elaborar certas compreensões a partir do que observam, vivenciam e experimentam”. Por Toda criança pode aprender

http://www.todacriancapodeaprender.org.br/como-as-criancas-comecam-a-desenvolver-o-raciocinio-matematico/

SEBRAE Speed Mentoring/ Educação – A UNA também esta participando desta!

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Começa hoje o Programa Speed Mentoring – Educação do Sebrae com palestra de Alexandre Schneider sobre tendências do mercado de Educação.

O programa acontece durante todo mês de Outubro às terças e quintas das 16:00 às 21:00.

http://www.escolasebraesp.com/agenda/agenda

Para promover a disseminação da cultura empreendedora, o Sebrae-SP criou a primeira escola gratuita de empreendedorismo do Brasil, a Escola de Negócios Sebrae-SP. A iniciativa inédita irá formar e capacitar gratuitamente futuros e atuais empreendedores por meio do ensino técnico e tecnológico, nas áreas de Administração, Gestão, Logística e Marketing.

UNA na Artemísia Lab_ Primeira Infância

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Pela segunda vez a UNA participa do Programa Artemísia Lab Primeira Infância que busca startups com soluções inovadoras voltadas aos desafios da Primeira Infância com intencionalidade de impactar a população de baixa renda.

Foram 166 inscritos e 28 selecionados para etapa de workshops e mentorias que vai de 2 de Setembro a 8 de Outubro.

Depois 3 startups serão escolhidas para acompanhamento da Artemísia por mais 2 meses pós programa.

http://www.artemisia.org.br

http://www.artemisia.org.br/conteudo/frentes/educacao/artemisia-lab/primeira-infancia/#

Bebê “tatu bolinha”: a importância do rolar

Importância rolar

O rolar é muito importante para o desenvolvimento do bebê. Representa sua primeira forma de locomoção e é adquirido antes que o sentar.

Deitado de barriga para cima, o bebê movimenta cada vez mais livremente os braços e pernas no ar. Pouco a pouco ele vira a cabeça pra o lado e levanta um ombro do chão, depois o quadril e todo o tronco se vira, ficando deitado de lado.

Um outro caminho possível ocorre quando o bebê eleva as pernas sobre o tronco e, em seguida, elas caem para o lado. O tronco e o restante do corpo acompanham devido à ação das reações de retificação.

O bebê rola para o lado e volta repetidas vezes, desta forma alonga os tecidos moles entre a caixa torácica e a pélvis, trabalha a dissociação do tronco e ativa os músculos abdominais oblíquos para controlar o movimento.

Quando ele consegue estender o quadril, rodando a pélvis sobre o fêmur, completa o rolar deitando sobre o ventre. Assim fortalece ativamente todo o tronco, o que favorece o desenvolvimento de um eixo corpóreo consistente e o prepara para as próximas aquisições.

Portanto, o rolar é uma atividade dinâmica que vai permitir ao bebê mudar de postura sozinho, sendo essencial para percepção do seu próprio corpo e do espaço que o rodeia.

Contudo, para o rolamento acontecer, o bebê precisa passar um tempo deitado sobre uma superfície firme, plana e espaçosa. Cenário este lamentavelmente cada vez mais escasso, devido à difusão da ideia equivocada de que o bebê pequeno fica melhor preso a uma cadeirinha.

Um bebê que desde o início vivencia a liberdade de movimento, já por volta dos 3-4 meses pode iniciar o rolar. Esta fase coincide com o desenvolvimento da capacidade de pegar os objetos. Levado pela progressiva intencionalidade e controle do movimento de suas mãos, o bebê se movimenta, rola e atua sobre o meio ao redor. Cada aquisição começa aos poucos e vai progredindo com a repetição. Por isso, é importante proporcionar um ambiente adequado que favoreça as iniciativas do bebê.

 

Ft. Leila S. Saita Teixeira

Fisioterapeuta

Co-founder & CKO – UNA Primeira Infância

Co-founder & CEO – PAEDI

O bebe também precisa brincar sozinho

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Os bebes encantam as pessoas. O cheirinho, o sorriso, o olhar. É irresistível!
Ele é sedutor e retribui com um sorriso, como se estivesse dizendo:
“Fique comigo! Me pegue! Não me abandone…”.

Este relacionamento mutuo é muito importante para o desenvolvimento do bebê, pois essa troca de olhares e sorrisos é o que convida o bebê para se interessar pelo mundo e conhecer a si mesmo. Um bebê precisa se sentir protegido e amado, desfrutar de muito carinho e afeto e construir relações estáveis com pessoas em um ambiente seguro, repleto de amor e dedicação.

Mas o bebê precisa também de um tempinho só para ele. Um tempinho para se auto conhecer e tentar entender as coisas que acontecem ao seu redor. Tempo para analisar a luz do quarto que acende e apaga, para descobrir sua mãozinha que vira e mexe passa em frente de seus olhos, morder o pé, para se apropriar dos sons ao redor e das pessoas que constantemente estão com ele. Ele se diverte e se ocupa com brinquedos que nem são brinquedos.

O bebê tem sua curiosidade natural e desta forma é capaz de ocupar-se seguindo seu próprio interesse. Mas ele precisa de oportunidade para desenvolver esta capacidade de ocupar-se. Ele precisa de tempo e tranquilidade, espaço e liberdade de movimento…

Se pararmos para observar as atividades do bebê sem interferir, podemos observar um espetacular processo de aprendizagem.

Ele tenta realizar uma experiência, analisa o resultado, repete para ver se obtém o mesmo resultado.
Ele aprende a aprender imperceptivelmente, incorporando nas suas experiências suas percepções e as características dos objetos com os quais ele se habituou, criando desta forma uma capacidade de construção de pensamentos lógicos e dedutivos. E quando isto acontece, o bebe passa a realizar suas próprias ações, conquistando independência e autonomia para criar suas hipóteses. Este é o inicio da curiosidade humana e do comportamento questionador manifestando nos bebês.

Porém, muitas vezes o adulto acaba interferindo em relação a qual brinquedo o bebê se interessa ou o que ele faz com este brinquedo, “ensinando o jeito certo de brincar”. Ao oferecer o “conhecimento digerido” o adulto interrompe o processo de formação do raciocínio do bebê, não dando tempo para a descoberta.

A inteligência do adulto não substitui a atividade própria da criança, na qual a construção de hipóteses é tão importante quanto o resultado. Por exemplo, explorar um pote antes de saber sua função pode trazer outras perspectivas e descobertas: pode vir a ser um chapéu, um tambor.

Sem perceber estamos ensinando nossa lógica já aprendida para o bebê que está aprendendo a descobrir como as coisas acontecem, impedindo este processo de exploração, questionamento e aprendizagem. É importante que o bebê participe mais, escolha, e tenha tempo para encantar-se com as coisas.

O bebê é um cientista nato e precisa fazer experiências próprias para descobrir o mundo… um bebê que tem a oportunidade de explorar os objetos, cores, texturas, sons, cheiros, com tempo e o espaço necessário para experimentá-los, está trilhando o caminho para ser uma criança curiosa, que pensa e inventa, com a oportunidade criar de associações, observar detalhes e perspectivas que nuca imaginaríamos…

E o adulto? O adulto é seu parceiro nesta descoberta. Aquele que constrói o ambiente com diversas oportunidades e valida suas experiências e seu desejo de fazer. Sendo assim, na hora de brincar com o seu pequeno, dê um passo para tras! Faz parte do amor e investimento na infância deixar o pequeno “se virar”.

Dê tempo e oportunidade para que seu filho experimente, questione, analise e crie seu jeito particular de perceber o mundo!

Nadja Azevedo – Fisioterapeuta/Psicomotricista
Co-founder & CKO na UNA Primeira Infância
Co-founder & CEO na PAEDI

Etapas do desenvolvimento motor: a importância das posturas intermediárias.

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Todos, até quem não tem filhos, sabem que os bebês ficam no chão, depois tornam-se capazes de sentar e finalmente conquistam o andar. A grosso modo, essas são as principais e mais esperadas habilidades que o bebê adquire por volta do primeiro ano.

Porém, poucos se atentam para: Como o bebê chegou até aí? Qual o caminho percorrido até essas conquistas?

Perceber e valorizar as fases intermediárias desse processo parece ser a chave para um desenvolvimento harmonioso, tranquilo e bem sucedido.

Antes que o bebê seja capaz de sentar, ele faz inúmeros movimentos no chão: abre os braços e se estica, alcança seus pés e se encolhe, vira a cabeça para todos os lados e se contorce, rola, pivoteia, brinca de barriga para cima, de lado e de barriga para baixo, se empurra para trás com a força dos braços, arrasta para frente usando as pernas, eleva o bumbum, se coloca meio sentado ou de gatas e enfim se senta. Ufa! Uma verdadeira ginástica! Com muito teste, erro e nova tentativa. Repetição e mais repetição do que deu certo ou gerou prazer.

No plano horizontal o bebê tem mais autonomia. O chão permite explorar seu corpo e o que tem a sua volta sem risco de queda e com a liberdade de movimento necessária para progressivamente dominar seu corpo, perceber suas capacidades e conquistar as habilidades corporais que incrementarão seu brincar. Portanto, chão firme, espaço, tempo, objetos interessantes e presença de um adulto que compartilhe suas descobertas porém sem interferir (ou facilitar tudo), é o que o bebê precisa para seguir no seu desenvolvimento saudável.

Antes que o bebê saia engatinhando, existe uma fase preparatória em que ele fica em quatro apoios, balança para frente, para trás e diagonalmente, praticando a transferência de peso e fortalecendo a musculatura estabilizadora dos ombros e dos quadris.
Após engatinhar é natural que o bebê comece se apoiar nas superfícies para levantar, buscando a verticalidade. Consegue ficar em pé segurando, aprende também abaixar e depois começa dar passos para lateral com apoio. Nesta fase, é importante que o ambiente preparado para o bebê ofereça superfícies estáveis em que ele possa puxar para em pé. Sofá, estante, mesinha, grades do berço pelo lado de fora, portão, cadeiras e pessoas, tudo vira apoio onde ele tenta se levantar. Deixe que ele faça este esforço e interiorize a lei da gravidade.

Os passinhos para lateral tateando os móveis e a parede, são os precursores do andar independente. Deixe o bebê explorar bastante esta estratégia e contenha a ânsia de oferecer a mão e ajudar toda vez. Pois fazendo isso, tiramos a possibilidade dele encontrar seu próprio eixo, compensando com a nossa força todos os desequilíbrios. Sair empurrando cadeiras, caixas e brinquedos de empurrar é uma maneira mais natural e autônoma dele andar para frente.

Enfim ele consegue soltar as mãos do apoio e ficar em pé sozinho por alguns segundos! Depois aprende a se levantar do chão sem apoio e troca os primeiros passos, feito um robozinho. As pernas afastadas, braços um pouco elevados, passos curtos e rápidos buscam o equilíbrio. Progressivamente ele vai ganhando mais controle, os braços abaixam e fazem movimentos alternados com as pernas.

A pediatra húngara Emmi Pikler, em 1946, já falava da importância das posturas intermediárias no desenvolvimento psicomotor do bebê.
Portanto, é de extrema importância que o bebê tenha a chance de testar seus limites, suas capacidades e sua força, explorando o espaço em todas as dimensões (frente, trás, dentro, fora, em cima, embaixo). Sem a interferência (ou a solução pronta) do adulto que tenta poupá-lo do erro ou do esforço, os quais na realidade lhe geram tanto aprendizado, prazer e sentimento de autoconfiança.

Leila Suzuki Saita Teixeira. Fisioterapeuta
Co-founder & CKO na UNA Primeira Infância
Co-founder & CEO na PAEDI

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