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Não acabem com a caligrafia: escrever à mão desenvolve o cérebro

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As crianças que vivem no mundo dos teclados precisam aprender a antiquada caligrafia?

Há uma tendência a descartar a escrita à mão como uma habilidade que não é mais essencial, mesmo que os pesquisadores já tenham alertado para o fato de que aprender a escrever pode ser a chave para, bem, aprender a escrever.

E, além da conexão emocional que os adultos podem sentir com a maneira como aprendemos a escrever, existe um crescente número de pesquisas sobre o que o cérebro que se desenvolve normalmente aprende ao formar letras em uma página, sejam de forma ou cursivas.

Em um artigo publicado este ano no “The Journal of Learning Disabilities”, pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se relacionava com a atenção e com o que é chamado de habilidades de “função executiva” (como planejamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem.

Virginia Berninger, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, contou que a evidência dessa e de outras pesquisas sugere que “escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita”.

No ano passado, em um artigo no “Journal of Early Childhood Literacy”, Laura Dinehart, professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico: crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque seu trabalho é mais agradável para os professores lerem; as que têm dificuldades com a escrita podem achar que uma parte muito grande de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre.

Mas podemos realmente estimular o cérebro das crianças ao ajudá-las a formar letras com suas mãos ?

Em uma população de crianças pobres, diz Laura, as que possuíam boa coordenação motora fina antes mesmo do jardim da infância se deram melhor mais tarde na escola.

Ela diz que mais pesquisas são necessárias sobre a escrita nos anos pré-escolares e sobre as maneiras para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar “tarefas complexas” que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.

“Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas.”
(Virginia Berninger)

As pessoas precisam ver as letras “nos olhos da mente” para produzi-las na página, explica ela. A imagem do cérebro mostra que a ativação dessa região é diferente em crianças que têm problemas com a caligrafia.

Escaneamentos cerebrais funcionais de adultos mostram que uma rede cerebral característica é ativada quando eles leem, incluindo áreas que se relacionam com processos motores. Os cientistas inferiram que o processo cognitivo de ler pode estar conectado com o processo motor de formar letras.

Larin James, professora de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana, escaneou o cérebro de crianças que ainda não sabiam caligrafia. “Seus cérebros não distinguiam as letras; elas respondiam às letras da mesma forma que respondiam a um triângulo”, conta ela.

Depois que as crianças aprenderam a escrever à mão, os padrões de ativação do cérebro em resposta às letras mostraram mais ativação daquela rede de leitura, incluindo os giros fusiformes, junto com o giro inferior frontal e regiões parietais posteriores do cérebro, que os adultos usam para processar a linguagem escrita – mesmo que as crianças ainda estivessem em um estágio muito inicial na caligrafia.

“As letras que elas produzem são muito bagunçadas e variáveis, e isso na verdade é bom para o modo como as crianças aprendem as coisas. Esse parece ser um dos grandes benefícios da escrita à mão”, conta Larin James.

Especialistas em caligrafia vêm lutando com a questão de se a letra cursiva confere habilidades e benefícios especiais, além dos fornecidos pela letra de forma. Virginia cita um estudo de 2015 que sugere que, começando por volta da quarta série, as habilidades com a letra cursiva ofereciam vantagens tanto na ortografia quanto na composição, talvez porque as linhas que conectam as letras ajudem as crianças a formar palavras.

Para crianças pequenas com desenvolvimento típico, digitar as letras não parece gerar a mesma ativação do cérebro. À medida que as pessoas crescem, claro, a maioria faz a transição para a escrita em teclados. No entanto, como muitos que ensinam na universidade, eu me questiono a respeito do uso de laptops em sala de aula, mais porque me preocupo com o fato de a atenção dos alunos estar vagando do que com promover a caligrafia. Ainda assim, estudos sobre anotações feitas à mão sugerem que “alunos de faculdade que escrevem em teclados estão menos propensos a se lembrar e a saber do conteúdo do que se anotassem à mão”, conta Laura Dinehart.

Virginia diz que a pesquisa sugere que crianças precisam de um treinamento introdutório em letras de forma, depois, mais dois anos de aprendizado e prática de letra cursiva, começando na terceira série, e então a atenção sistemática para a digitação.

Usar um teclado, e especialmente aprender as posições das letras sem olhar para as teclas, diz ela, pode muito bem aproveitar as fibras que se intercomunicam no cérebro, já que, ao contrário da caligrafia, as crianças vão usar as duas mãos para digitar.

“O que estamos defendendo é ensinar as crianças a serem escritoras híbridas. Letra de forma primeiro para a leitura – isso se transfere para o melhor reconhecimento das letras –, depois cursiva para a ortografia e a composição. Então, no final da escola primária, digitação.”
(Virginia Berninger)

Como pediatra, acho que pode ser mais um caso em que deveríamos tomar cuidado para que a atração do mundo digital não leve embora experiências significativas que podem ter impacto real no desenvolvimento rápido do cérebro das crianças.

Dominar a caligrafia, mesmo com letras bagunçadas e tudo, é uma maneira de se apropriar da escrita de maneira profunda.

“Minha pesquisa global se concentra na maneira como o aprendizado e a interação com as palavras feitas com as próprias mãos têm um efeito realmente significativo em nossa cognição”, explica Larin James. “É sobre como a caligrafia muda o funcionamento do cérebro e pode alterar seu desenvolvimento.”

Plano de aula: a importância do bom planejamento para a aprendizagem

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Um elemento-chave do ensino eficaz reside no planejamento das atividades de ensino e de aprendizagem realizadas na escola, particularmente na sala de aula. Esse planejamento deve ser feito para cada dia de aula e é parte das responsabilidades profissionais do professor.

Sem ele, os objetivos de aprendizagem perdem o sentido. Por isso, um plano de aula deve conter, ainda que de maneira resumida, as decisões pedagógicas do professor a respeito do que ensinar, como ensinar e como avaliar o que ensinou.

Não se deve esperar que um plano de aula sirva, da mesma maneira, para professores diferentes. Ele é um instrumento individual de trabalho e deve ser desenvolvido para atingir os objetivos de cada turma, em separado.

Entretanto, seja o professor experiente ou iniciante, seu plano de aula deve conter uma estrutura básica, que é a mesma para todos os casos. O que pode variar é o nível de detalhe e a forma de registro, que alteram de acordo com a experiência e o estilo de cada professor.

Sua adequação depende de dois critérios: utilidade para o professor e eficácia para que os alunos aprendam. Se o professor não tem qualquer ideia a respeito do que pretende com uma aula, dificilmente saberá se atingiu seus objetivos.

Para que cumpra seu papel, o planejamento deve considerar três dimensões:

  • Primeira: o plano de aula tem como fundo a aula e a sala de aula. Essa aula é parte integrante de um curso, que, por sua vez, integra a proposta pedagógica da escola. Ou seja, a aula nunca é um evento isolado. Os objetivos de longo prazo previstos na proposta materializam-se a cada dia, em cada aula.
  • Segunda: a sala de aula é um lugar físico onde os conteúdos previstos serão ensinados à turma. Mas não significa estar entre quatro paredes. A aula também pode ocorrer em outros ambientes, internos e externos da escola. O planejamento do professor pode incluir, por exemplo, projetos a serem realizados em casa ou no horário extra aula.
  • Terceira: cada aula deve ser cuidadosamente planejada, ministrada, avaliada e revista para permitir o replanejamento da aula seguinte. Sem isso, o professor pode chegar ao final do semestre, ou do ano, sem ter cumprido o seu plano, e sem condições ou tempo de promover a recuperação dos alunos que não acompanharam o andamento do programa.

Não existe uma forma única ou ideal para elaborar um plano de aula. O formato do plano depende da escola, da disciplina, do professor, de sua experiência com a matéria e com os alunos. O que importa é sua utilidade para ajudar as decisões do professor e seu impacto na aprendizagem dos alunos. Ou é útil para estes, ou não tem qualquer utilidade.

Abaixo, detalhamos sete aspectos que o educador precisa considerar em seu planejamento para ser eficaz. Os tópicos foram retirados do livro Aprender e Ensinar, publicação do Instituto Alfa e Beto que traz s conceitos e ferramentas necessárias para planejar, ministrar e avaliar aulas com sucesso. Confira:

  1. Objetivos gerais e objetivos específicos
    Os objetivos da educação são sempre de longo prazo – o que o aluno aprende na escola deve servir sempre ou para aprender mais ou para aplicar em situações novas, no futuro próximo ou remoto. Cada aula é um passo para atingir os objetivos de longo prazo e o que ocorre em cada aula deve ser consistente com isso.
  2. Pré-requisitos
    Pré-requisito refere-se a algo aprendido anteriormente e que integra uma nova aprendizagem. Essa nova aprendizagem não pode ocorrer sem que o pré-requisito tenha sido apreendido e esteja disponível na memória ativa do aluno. Por exemplo, para compreender um conteúdo sobre a história do continente americano, o aluno deve ter como pré-requisitos os conceitos de Terra, conceitos de sociedade, o nove dos continentes, leituras de mapas etc.
  3. O que deverá ser revisto na aula
    Toda aprendizagem repousa em aprendizagens anteriores. Recordar assuntos, conceitos e operações já aprendidas facilita novas aprendizagens e permite aplicar o conhecido a novas situações. Cada plano de aula deve ser concluído com orientações sobre a aula seguinte, ressaltando para os alunos a relação com os objetivos gerais do curso.
  4. Considerações sobre motivação e aplicações práticas
    A motivação numa aula é algo muito concreto e tem duas implicações que também são muito concretas. Uma delas é a de energizar, mobilizar a atenção, o esforço e a energia do aluno. A outra é a de conectar o aluno com o tema e objetivo da aula. A mobilização, portanto, tem que ser permanente e duradoura – não pode se tratar de qualquer estímulo, apenas para chamar a atenção inicial dos alunos.
  5. Atividades a serem desenvolvidas
    As atividades não devem ser vistas como uma tarefa mecânica, mas sim como uma oportunidade de alcançar os objetivos previstos para a aula. Para cada atividade, o plano de aula deve identificar o formato, o conteúdo, as questões a serem respondidas pelo aluno, as formas de trabalho, o material e o tempo necessário.
  6. Materiais necessários
    A possibilidade de materiais é quase infinita – tudo o que existe no mundo, a rigor, pode tornar-se objeto de aprendizagem. No entanto, é preciso considerar alguns aspectos sobre esse ponto: os materiais devem estar disponíveis no momento da aula; devem ser compatíveis com as formas de apresentar o conteúdo; e as instruções de uso devem ser claras para que o tempo da atividade seja proveitoso.
  7. Como avaliar
    Ao final do plano de aula, o professor deve ter consciência de como, a partir de todos os tópicos citados acima, vai avaliar se os objetivos foram atingidos. A única forma de saber se o aluno aprendeu é oferecendo oportunidades para que ele demonstre o aprendizado, seja por meio de provas, trabalhos de campo, exposições ou outras formas de avaliação.

A educação que vem do berço

Pais estão cada vez mais conscientes e buscam um ensino infantil que estimule a autonomia.

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Sem gritos, sem pressas, sem obrigações, mas com orientação, carinho e dedicação. Assim são as escolas que os pais mais conscientes buscam para seus bebês. E cada vez são mais numerosos os que desejam outra forma de educar no período do 0 aos 3 anos, uma etapa não obrigatória, mas de grande importância para o desenvolvimento futuro. “Há famílias jovens que não aceitam qualquer coisa. Vão buscando algo que respeite o desenvolvimento natural das crianças. E, sobretudo, não querem o que elas mesmas tiveram em sua época”, comenta Pilar García Sanz, diretora da escola infantil Los 100 Lenguajes, uma escola privada em Madrid.

“As famílias agora têm os filhos de modo mais consciente e isso faz com que se interessem mais pela educação que querem para eles”, prossegue García Sanz. “E buscam alternativas de mais liberdade e autonomia, não no fazer, mas no pensar.” “As pessoas têm cada vez mais cultura e estão mais informadas. E dão muita importância a uma criança respeitosa”, opina Diana Pérez, diretora da escola infantil pública Patas Arriba, em Madri. As redes sociais e a Internet, com mães blogueiras, têm contribuído para difundir esse tipo de educação.

Evolução natural

Respeitar é a palavra chave. Respeitar os tempos das crianças, os processos de crescimento, sua evolução natural, seus interesses em cada momento. A educadora (as mulheres são maioria) é uma orientadora. Ela deixa de ser o centro da classe para acompanhar a criança em seu processo de aprendizagem.

“Oferecemos diferentes propostas para que a criança explore o que lhe agradar em cada momento”, explica Diana Pérez. Mas esse pequeno não é deixado a seu livre-arbítrio. “Não podemos dizer às crianças que podem fazer tudo, porque isso não é educação para a vida. Têm de ter limites”, afirma García Sanz.

A participação ativa das famílias é básica. “Uma escola que deixa a família entrar na sala de aula faz comunidade educativa”, diz Diana Pérez. “Uma escola não tem sentido sem a família”, resume Blanca Azanza, diretora de Los Juncos, na capital espanhola, e presidenta da Associação Madrilenha de Escolas Infantis de Gestão Indireta (Ameigi). Não se trata só de escolher a forma de educar o seu bebê, mas de se envolver nela com os professores e entender seus métodos. Há muita liberdade, mas nada é deixado ao acaso.

Enfrentando as dificuldades

“A equipe educacional é o motor da escola”, defende Blanca, da Ameigi. “O educador precisa estar bem formado, saber o que tem que fazer, porque educar em liberdade não é fácil. Não há formação oficial. Nós buscamos nossa própria formação”, complementa Pilar García Sanz, de Los 100 Lenguajes.

É graças ao envolvimento dos professores que são levados adiante projetos inovadores para a fase dos 0 aos 3 anos. São eles os que organizam seminários e oficinas. “Uma vez por mês realizamos um seminário com a colaboração da Ameigi, para todas as educadoras da Comunidade de Madri”, explica Pilar. Ela resume esta pedagogia em dois pontos fundamentais: movimento livre e uma relação afetiva extremamente cuidadosa com cada criança.

A Criança e a Motivação

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Quando se ensina alguma coisa, o que seja, ensina-se também a colher com sabedoria os resultados, sem, contudo, esquecer de alertar contra os eventuais contratempos. Os dois aspectos são partes integrantes do aprendizado, e não apenas a maneira de se fazer a coisa. Uma criança ainda requer de muita experimentação antes de ser capaz de compreender cada coisa, por isso, a expectativa de resultados insatisfatórios, ou parciais, assim como a perspectiva de resultados positivos em qualquer empreendimento, deve sempre fazer parte de sua instrução preliminar.

Não existe ilustração melhor do que ensinar a fazer. Não existe ensinamento mais profícuo do que aprender fazendo. Assim, mostrar como fazer vale mais que dizer que pode ser feito. Ainda assim, tudo começa com a demonstração de que aquilo pode ser realizado, desde que se possua a devida habilidade ou instrução.

Uma obra sem utilidade, para uma criança, vale tanto quando uma pedra preciosa para uma galinha. Sua motivação é diretamente proporcional à utilidade da coisa produzida, seja para si mesma, seja para outros. Do mesmo modo, enganá-la com falsas propostas ou promessas, equivale e comprometer sua autoestima. Ocorre que ela não reage às frustrações como um adulto, mas antes disso, tende a se sentir rejeitada, inferiorizada, sem importância, já que tende a enxergar a si mesma no resultado do seu trabalho.

Assim, seu trabalho representa sua pessoa, e a forma como esse trabalho será recebido, rejeitado, criticado, utilizado, apreciado e aceito, será também o modo como se sentirá como individuo. Ao sentir a inutilidade do seu trabalho, assim também se sentirá como pessoa; e a mesma regra vale para a aceitação, ou crítica construtiva.

Uma crítica construtiva, longe de ser um elogio, ou uma espécie de recompensa, tem mais valor se bem compreendida como função motivadora. Comentar de forma clara sobre o trabalho, como, por exemplo, discutir um texto escrito de modo que ela perceba que o mesmo foi lido e analisado, torna-se uma excelente forma de motivação, e abre espaço para a crítica construtiva. Desse modo, ela tenderá a aceitar as ressalvas, correções, como uma forma clara de orientação e nunca de rejeição.

Conhecer uma criança, não apenas seu nome, ou o nome dos seus pais, mas, daquilo que gosta ou não gosta, abre um espaço gigantesco para que o educador tenha acesso à mesma. Ela o permitirá, pois saberá que ele a conhece, e por isso mesmo, deve saber o que lhe parece mais adequado. Também, o educador sensato, o deve demonstrar publicamente, que conhece cada uma delas. Isso se consegue com comentários discretos, enfatizando ou ilustrando as preferências de cada uma. Mentalmente ela dirá: “Nossa, ele ainda lembra de mim…”

“Não existe incentivo maior e argumento mais motivador para uma criança que ouvir o educador chamar pelo ser nome, dentro ou fora da sala de aula, de forma espontânea.”

Cuidado deve ter, entretanto, para nunca, sob nenhuma circunstância ou justificativa, criar ambientes competitivos entre elas. Seja por preferir uma ou outra, seja por elogiar o pior ou melhor desempenho de quem quer que seja. Motivar uma criança não deve ter como terreno a desmotivação do restante do grupo, e é exatamente isso que ocorre quando preferimos ou destacamos alguém, ou seu trabalho, de forma seletiva ou ostensiva.

O educador consciente sabe como fazer para nivelá-las, sem com isso avultar de forma provocativa uma ou outra; sem fazê-las sentirem-se inferiores ou superiores aos seus amigos. Tal gesto poderia incentivar a competição interna, a disputa por preferências, a falta de entendimento e sintonia do grupo. Aquela que sabe mais, ou que demonstra maior interesse, deve ser tratada com a devida atenção, mas sem demonstração explícita de que há preferências, ou que as demais são inferiores ou preteridas.

Incentiva-se uma criança claramente destacada no meio do grupo, de forma discreta e com inteligência. Se ela é curiosa, deve ser incentivada de forma indireta a desenvolver ainda mais sua curiosidade. Nesse caso, a mensagem deverá ser dada para todo o grupo, e aqueles indivíduos mais interessados, entenderão que se trata de uma orientação direcionada a eles. Uma criança interessada pegará emprestado o livro que o professor trouxe para mostrar ao grupo, mas tendo ela como foco.

Recompensas, elogios fáceis, promessas de sucesso, práticas comuns usadas para motivar ou incentivar as crianças a realizarem suas tarefas, deveres, ou mesmo cuidados pessoais, deverão ser evitadas a todo custo. O educador irá substituir tudo isso pelo simples reconhecimento de um trabalho bem feito, ou interesse sincero pelo andamento de uma tarefa ainda pendente. Deve estar disposto a ouvir as explicações das mesmas, de como realizaram aquele trabalho, e mesmo, contribuir pessoalmente com sugestões personalizadas.

Outra forma de elogiar, de dar novo ânimo ao grupo, de modo a não haver comparações ou despertar ciúmes, é ensiná-las a trabalhar em equipe, deixando claro que, para uma tarefa dessa natureza, onde cada uma tem uma função, todas são igualmente necessárias e importantes. Deve ainda enfatizar ao grupo, que o tamanho de uma atividade, não quer dizer menos ou mais, mas que todas são igualmente importantes. Use pequenos contos como analogias para ilustrar o caso. Utilize as fábulas, estas são excepcionais exemplos; elas gostam de ouvir, e ainda aprenderão alguma coisa útil.

Na formatação de uma equipe, o educador deve conhecer as capacidades e personalidades de cada aluno, cuidando de não incluir num mesmo grupo crianças de temperamentos contrários. Conhecendo as disposições psicológicas e habilidades individuais, poderá agrupá-las em equipes que se complementem.

Finalmente, não se motiva uma criança comparando seu resultado com o do seu colega, ou de um estranho. Mais eficaz e sensato é dar-lhe desafios sempre crescentes e acompanhar de perto seu progresso ou dificuldades. E ao perceber o interesse do educador pelo seu trabalho, ela se sentirá motivada e responsável, pois, como foi dito antes, para ela, o seu trabalho e a sua pessoa é uma só coisa.

A UNA Primeira Infância é uma das 10 iniciativas selecionadas para participar do Social Good Brasil Camp!

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Nessa terça-feira, dia 16 de agosto, a equipe da UNA recebeu uma excelente notícia.

Junto com mais nove iniciativas de empreendedorismo Social, fomos selecionados pela SGB (Social Good Brasil) para participar de uma pré-aceleração para empreendedores sociais que desejam fazer o plano de crescimento e escala dos seus negócios de impacto com mentoria especializada.

As atividades serão realizadas online entre os dias 17 e 25 desse mês  a e presencialmente em Florianópolis, de 26 a 30 de agosto!

Para o SGB, a UNA Primeira Infância é um empreendimento que têm a missão explícita de gerar impacto social ao mesmo tempo em que produz resultado financeiro positivo de modo sustentável.

Sim, acreditamos que todo negócio só pode fazer sentido se puder melhorar a vida das pessoas.

É muito importante conscientizar toda a sociedade brasileira sobre a importância da primeira infância e o respectivo papel das escolas e dos pais.

Um dos objetivos da UNA é apresentar e conscientizar os pais e profissionais de educação sobre as fases do desenvolvimento da criança e convidá-lo a participar ativamente desse processo.

Ao acompanhar, observar e registrar a ação da criança, reúne-se dados significativos do processo de desenvolvimento e aprendizagem desta criança.

 

O bebe também precisa brincar sozinho

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Os bebes encantam as pessoas. O cheirinho, o sorriso, o olhar. É irresistível!
Ele é sedutor e retribui com um sorriso, como se estivesse dizendo:
“Fique comigo! Me pegue! Não me abandone…”.

Este relacionamento mutuo é muito importante para o desenvolvimento do bebê, pois essa troca de olhares e sorrisos é o que convida o bebê para se interessar pelo mundo e conhecer a si mesmo. Um bebê precisa se sentir protegido e amado, desfrutar de muito carinho e afeto e construir relações estáveis com pessoas em um ambiente seguro, repleto de amor e dedicação.

Mas o bebê precisa também de um tempinho só para ele. Um tempinho para se auto conhecer e tentar entender as coisas que acontecem ao seu redor. Tempo para analisar a luz do quarto que acende e apaga, para descobrir sua mãozinha que vira e mexe passa em frente de seus olhos, morder o pé, para se apropriar dos sons ao redor e das pessoas que constantemente estão com ele. Ele se diverte e se ocupa com brinquedos que nem são brinquedos.

O bebê tem sua curiosidade natural e desta forma é capaz de ocupar-se seguindo seu próprio interesse. Mas ele precisa de oportunidade para desenvolver esta capacidade de ocupar-se. Ele precisa de tempo e tranquilidade, espaço e liberdade de movimento…

Se pararmos para observar as atividades do bebê sem interferir, podemos observar um espetacular processo de aprendizagem.

Ele tenta realizar uma experiência, analisa o resultado, repete para ver se obtém o mesmo resultado.
Ele aprende a aprender imperceptivelmente, incorporando nas suas experiências suas percepções e as características dos objetos com os quais ele se habituou, criando desta forma uma capacidade de construção de pensamentos lógicos e dedutivos. E quando isto acontece, o bebe passa a realizar suas próprias ações, conquistando independência e autonomia para criar suas hipóteses. Este é o inicio da curiosidade humana e do comportamento questionador manifestando nos bebês.

Porém, muitas vezes o adulto acaba interferindo em relação a qual brinquedo o bebê se interessa ou o que ele faz com este brinquedo, “ensinando o jeito certo de brincar”. Ao oferecer o “conhecimento digerido” o adulto interrompe o processo de formação do raciocínio do bebê, não dando tempo para a descoberta.

A inteligência do adulto não substitui a atividade própria da criança, na qual a construção de hipóteses é tão importante quanto o resultado. Por exemplo, explorar um pote antes de saber sua função pode trazer outras perspectivas e descobertas: pode vir a ser um chapéu, um tambor.

Sem perceber estamos ensinando nossa lógica já aprendida para o bebê que está aprendendo a descobrir como as coisas acontecem, impedindo este processo de exploração, questionamento e aprendizagem. É importante que o bebê participe mais, escolha, e tenha tempo para encantar-se com as coisas.

O bebê é um cientista nato e precisa fazer experiências próprias para descobrir o mundo… um bebê que tem a oportunidade de explorar os objetos, cores, texturas, sons, cheiros, com tempo e o espaço necessário para experimentá-los, está trilhando o caminho para ser uma criança curiosa, que pensa e inventa, com a oportunidade criar de associações, observar detalhes e perspectivas que nuca imaginaríamos…

E o adulto? O adulto é seu parceiro nesta descoberta. Aquele que constrói o ambiente com diversas oportunidades e valida suas experiências e seu desejo de fazer. Sendo assim, na hora de brincar com o seu pequeno, dê um passo para tras! Faz parte do amor e investimento na infância deixar o pequeno “se virar”.

Dê tempo e oportunidade para que seu filho experimente, questione, analise e crie seu jeito particular de perceber o mundo!

Nadja Azevedo – Fisioterapeuta/Psicomotricista
Co-founder & CKO na UNA Primeira Infância
Co-founder & CEO na PAEDI

Etapas do desenvolvimento motor: a importância das posturas intermediárias.

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Todos, até quem não tem filhos, sabem que os bebês ficam no chão, depois tornam-se capazes de sentar e finalmente conquistam o andar. A grosso modo, essas são as principais e mais esperadas habilidades que o bebê adquire por volta do primeiro ano.

Porém, poucos se atentam para: Como o bebê chegou até aí? Qual o caminho percorrido até essas conquistas?

Perceber e valorizar as fases intermediárias desse processo parece ser a chave para um desenvolvimento harmonioso, tranquilo e bem sucedido.

Antes que o bebê seja capaz de sentar, ele faz inúmeros movimentos no chão: abre os braços e se estica, alcança seus pés e se encolhe, vira a cabeça para todos os lados e se contorce, rola, pivoteia, brinca de barriga para cima, de lado e de barriga para baixo, se empurra para trás com a força dos braços, arrasta para frente usando as pernas, eleva o bumbum, se coloca meio sentado ou de gatas e enfim se senta. Ufa! Uma verdadeira ginástica! Com muito teste, erro e nova tentativa. Repetição e mais repetição do que deu certo ou gerou prazer.

No plano horizontal o bebê tem mais autonomia. O chão permite explorar seu corpo e o que tem a sua volta sem risco de queda e com a liberdade de movimento necessária para progressivamente dominar seu corpo, perceber suas capacidades e conquistar as habilidades corporais que incrementarão seu brincar. Portanto, chão firme, espaço, tempo, objetos interessantes e presença de um adulto que compartilhe suas descobertas porém sem interferir (ou facilitar tudo), é o que o bebê precisa para seguir no seu desenvolvimento saudável.

Antes que o bebê saia engatinhando, existe uma fase preparatória em que ele fica em quatro apoios, balança para frente, para trás e diagonalmente, praticando a transferência de peso e fortalecendo a musculatura estabilizadora dos ombros e dos quadris.
Após engatinhar é natural que o bebê comece se apoiar nas superfícies para levantar, buscando a verticalidade. Consegue ficar em pé segurando, aprende também abaixar e depois começa dar passos para lateral com apoio. Nesta fase, é importante que o ambiente preparado para o bebê ofereça superfícies estáveis em que ele possa puxar para em pé. Sofá, estante, mesinha, grades do berço pelo lado de fora, portão, cadeiras e pessoas, tudo vira apoio onde ele tenta se levantar. Deixe que ele faça este esforço e interiorize a lei da gravidade.

Os passinhos para lateral tateando os móveis e a parede, são os precursores do andar independente. Deixe o bebê explorar bastante esta estratégia e contenha a ânsia de oferecer a mão e ajudar toda vez. Pois fazendo isso, tiramos a possibilidade dele encontrar seu próprio eixo, compensando com a nossa força todos os desequilíbrios. Sair empurrando cadeiras, caixas e brinquedos de empurrar é uma maneira mais natural e autônoma dele andar para frente.

Enfim ele consegue soltar as mãos do apoio e ficar em pé sozinho por alguns segundos! Depois aprende a se levantar do chão sem apoio e troca os primeiros passos, feito um robozinho. As pernas afastadas, braços um pouco elevados, passos curtos e rápidos buscam o equilíbrio. Progressivamente ele vai ganhando mais controle, os braços abaixam e fazem movimentos alternados com as pernas.

A pediatra húngara Emmi Pikler, em 1946, já falava da importância das posturas intermediárias no desenvolvimento psicomotor do bebê.
Portanto, é de extrema importância que o bebê tenha a chance de testar seus limites, suas capacidades e sua força, explorando o espaço em todas as dimensões (frente, trás, dentro, fora, em cima, embaixo). Sem a interferência (ou a solução pronta) do adulto que tenta poupá-lo do erro ou do esforço, os quais na realidade lhe geram tanto aprendizado, prazer e sentimento de autoconfiança.

Leila Suzuki Saita Teixeira. Fisioterapeuta
Co-founder & CKO na UNA Primeira Infância
Co-founder & CEO na PAEDI

Como a UNA Primeira Infância pode contribuir para a gestão de sua escola

Muitas vezes, novidades tecnológicas são vistas com maus olhos no mundo educacional.

Porém, as soluções de tecnologia, sobretudo aquelas que facilitam a comunicação entre as pessoas, podem ser extremamente úteis para a melhoria da gestão escolar e o monitoramento de mensagens que são trocadas entre os diversos interlocutores.

Que tal descobrir algumas vantagens em implantar um aplicativo de comunicação na sua escola?

FACILITE A COMUNICAÇÃO ENTRE A ESCOLA E PAIS

Aplicativos de comunicação podem ser importantes para que os pais dos crianças acompanhem suas experiências de aprendizagem e como estão se comportando no ambiente que deve ser voltado para o ensino. O contato com os professores possibilita muito mais segurança na comunicação entre pais e escola. Os professores podem mandar a agenda da semana ou providenciar lembretes, tarefas, trabalhos de casa, avaliações ou mensagens motivacionais diretamente para os pais.

DÊ MAIS TRANQUILIDADE AOS RESPONSÁVEIS PELAS CRIANÇAS

Enviar comentários ou mensagens através da Internet, em tempo real, é algo que deixa os pais muito mais calmos em relação ao progresso da vida escolar e segurança dos filhos.

TENHA UMA GESTÃO MAIS ECOLÓGICA E BARATA

O envio de informes e comunicados on-line vai trazer outro benefício interessante: a escola poderá diminuir o consumo de papel e impressões. Além de um impacto positivo nos custos, há uma medida de ímpeto ecológico e mais sustentável.

Se uma solução tecnológica de comunicação facilita o contato entre todos os envolvidos nas tarefas e iniciativas do âmbito escolar, é claro que a gestão da escola vai melhorar e ser aperfeiçoada. O que você tem feito na sua escola para contribuir com a boa comunicação com os pais de seus alunos?

Como deve ser a comunicação da escola infantil com os pais das crianças?

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A Educação Infantil é um período que requer cuidados especiais no processo, e quanto mais próximos forem os pais da escola, melhor.

Crianças de até cinco anos ainda não conseguem se comunicar com grande clareza, dessa forma, uma boa gestão escolar deve suprir essa dificuldade com um contato direto com os pais dos alunos.

Por ser a fase inicial da vida escolar de uma criança, é comum que tanto os alunos como os pais apresentem certa insegurança.

Por serem muito novas, as crianças requerem cuidados e atenção constante.

Dessa forma, a viabilização de um canal de comunicação entre pais e escola se faz fundamental.

IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO

Pesquisas recentes realizadas no Brasil apontam para a importância de uma comunicação eficiente na Educação Infantil, e essa é uma tendência que tem aparecido nos cursos de formação continuada dos professores devido sua tamanha relevância.

Importante pontuar que a comunicação não é responsabilidade exclusiva dos professores e ajudantes em sala de aula.

No que tange à Educação Infantil, a comunicação deve ser ampla e envolver também os diretores e coordenadores pedagógicos.

Esse envolvimento da escola como um todo gera maior segurança para os pais, criando relações de confiança e a sua plena satisfação.

Saiba como evitar a insatisfação dos pais de alunos.

A equipe gestora de uma escola, no que concerne a comunicação, deve manter atenção especial a três aspectos: orientação dos docentes sobre como transmitir e solicitar informações, definição e formalização de como essa comunicação deve ser efetivada e, por fim, mas não menos importante, deve favorecer o fortalecimento de laços entre pais e escola.

Uma boa comunicação na Educação Infantil favorece, em primeiro lugar, o bem estar do aluno, que será melhor compreendido e poderá ter suas necessidades atendidas de forma individualizada e de pronto.

Além disso, a comunicação facilita em grande escala a atuação do educador em sala de aula, pois as crianças estarão mais tranquilas, já que melhor atendidas.

Consequentemente, os pais ficarão mais satisfeitos e se sentirão seguros.

A comunicação pode ser um enorme auxílio para o relacionamento entre escola e pais de alunos.

O QUE COMUNICAR A FAMÍLIA

Na Educação Infantil, muitas informações são preciosas.

Dentre tais, se destacam a frequência no sono das crianças, questões familiares em geral, problemas de saúde e necessidades educacionais especiais.

Informações sobre a frequência do sono das crianças devem ser diárias.

Dessa forma, o educador conseguirá trabalhar melhor o desenvolvimento cognitivo das crianças, uma vez que esse é influenciado pela qualidade do sono.

Grandes acontecimentos familiares, como separações ou falecimentos, também devem ser comunicados prontamente para que o professor consiga lidar melhor com as emoções e reações que os alunos possam demonstrar.

Assim como a equipe gestora deve comunicar aos pais sobre quaisquer necessidades educacionais especiais, que porventura surjam.

Em relação a problemas de saúde, a comunicação é fundamental para que, por exemplo, uma medicação seja ministrada de maneira correta pelos professores e para que os pais consigam acompanhar os sintomas que seus filhos apresentam.

COMO COMUNICAR

O canal de comunicação entre pais e escola na Educação Infantil deve ser dinâmico, claro, seguro e frequente.

Nesse sentido, as inovações tecnológicas se transformam em grandes aliados de uma boa gestão escolar.

A solução UNA® Primeira Infância oferece por meio de seu sistema de comunicação integrada, que os pais e a escola, troquem informações de maneira prática e moderna, fortalecendo laços entre ambas as partes.

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